Espaço de interação dos alunos da disciplina Convergência das Mídias do Curso de Especialização em Mídias na Educação da IFSC - Polo Itapema
domingo, 14 de outubro de 2012
domingo, 7 de outubro de 2012
Os
Valores Éticos nas Relações Interpessoais no Ciberespaço
Se
navegar é preciso, a netiqueta é essencial.
Quais são os desafios que nós, enquanto docentes,
enfrentamos em relação às inovações tecnológicas?
Comecei a lecionar nos meados da década de 80, quando
ainda não tínhamos laboratórios de informática e muito menos dispositivos
móveis. Os desafios para que se tornassem alunos articulados, tanto na produção
escrita quanto na desenvoltura oral praticamente são os mesmos que enfrentamos
hoje em dia. Devido à inserção da tecnologia digital no ambiente escolar e nos
lares, muito se questiona sobre sua interferência na produção textual de nossos
alunos. Na verdade, bem antes dessa “revolução” digital, percebia que muitos de
meus alunos tinham dificuldade ao redigir. Vale lembrar que, com a onda das
teorias do Construtivismo, havia orientação para que os professores não usassem
caneta vermelha ao corrigir produções textuais dos alunos. Sugeria-se que tal
prática, recorrente nos tempos do ensino tradicional, interferia na
criatividade dos alunos. No meu caso, tendo sido alfabetizado na época do
ensino tradicional, não me sentia intimidado pela cor vermelha das correções.
Hoje são poucos os alunos que se dão ao trabalho de passar a limpo os conteúdos
para apresentar algo decente aos professores, quando recebem vistos. Não havia
computadores para facilitar a edição, todavia eu costumava ter caderno de
rascunho.
Em se tratando de trabalhos de pesquisa, os alunos
basicamente e quase sempre entregavam meras cópias de enciclopédias. Certa vez,
recebi um trabalho sobre a Inglaterra no qual um dos meus alunos simplesmente
copiou tudo, inclusive o relato do autor: “... quando visitei o Palácio de
Buckingham.... e ao visitar Liverpool tive a grata satisfação de estar na
cidade dos Beatles.” Usou a primeira pessoa como se ele próprio, o aluno,
tivesse viajado e passado por tais experiências. Isso evidencia que não se pode
culpar apenas a prática do Ctrl +C / Ctrl +V da era digital.
Na verdade, mesmo quando os trabalhos eram manuscritos ou
datilografados, muitos professores aceitavam simples cópias de conteúdos com as
devidas referências e às vezes nem isso. Tais fatos evidenciam que a “culpa”
dessa prática não deveria ser apenas dos alunos. Se não eram cobrados a
interagir com o texto pesquisado por meio de considerações pessoais, era mister
que os professores solicitassem que os
trabalhos fossem feitos de maneira adequada. Deveriam, portanto, agir
como tutores e dirimir as dúvidas quanto à execução dos trabalhos escolares.
Uma estratégia para evitar que houvesse cópias abusivas
seria requerer que os trabalhos fossem feitos com roteiros de pesquisa. Nesse
caso, as perguntas deveriam ser bem
elaboradas, a fim de “obrigar” os alunos
a refletir sobre determinado assunto. Os alunos deveriam assim proceder com o
objetivo de elaborar comentários próprios e tecer suas considerações.
Com a informatização das escolas, passamos as dispor de
CDs Multimídia para pesquisas. Não demorou muito para que surgisse a internet. Posteriormente, as pesquisas
tornaram-se ainda mais acessíveis com o Google.
Contrapondo-se à facilidade de acessar os mais variados
temas, passamos a conviver com o excesso de informação. A infinidade de textos
e vídeos sobre determinado assunto gerou o dilema de que nem todos os artigos
são fidedignos e/ou atualizados.
Com a chegada da Wikipédia, apesar de ser um bom exemplo
de Web 2.0 em que a participação e colaboração são evidentes, deve-se ter em
conta que muitos de seus artigos devem ser vistos com certa desconfiança e
ressalva. Recentemente descobri que há o Google Acadêmico, cujos artigos são
selecionados de acordo com a qualidade e, portanto, de melhor qualidade para
pesquisas.
É imperativo que os professores se preocupem com a
produção textual de seus alunos. Além de orientar seus alunos quanto ao uso da
internet de maneira adequada e também como proceder ao realizar pesquisas, é
importante incitá-los a pensar. Faz-se necessário que haja o esclarecimento
sobre as limitações dos processadores de texto. Por exemplo, há a
disponibilidade de correção ortográfica pelo Word, mas a máquina não substitui o estudante ou pesquisador quanto
à estruturação do texto na questão de coerência e coesão.
Quando pensamos nas questões dos valores humanos
inseridos nas atividades didático-pedagógicas, percebemos que os livros didáticos
há um bom tempo trazem textos contextualizados cujos temas ressaltam questões
éticas e morais, bem como outros valores humanos.
Alguns dos temas recorrentes nos livros didáticos e em
palestras ministradas no ambiente escolar são a respeito das Drogas, das DSTs,do
Meio-Ambiente, do Preconceito entre outros. Atualmente destaca-se também no ambiente escolar o Bullying e a sua inserção no ciberespaço, o Ciberbullying. Esses termos passaram a ser conhecidos por
profissionais da Educação e também pelos estudantes. No entanto, sabemos que
mesmo antes da inserção tecnológica e digital nas escolas havia agressões tanto
físicas quanto verbais. As agressões anônimas eram feitas por meio de bilhetes, cartas anônimas,
pichações de carteiras e paredes com ofensas declaradas a uma determinada
pessoa ou grupo.
Já nos meados da década de 90, muitas das agressões
passaram a ser feitas virtualmente pela internet e aumentaram com o surgimento
das redes sociais. Vale salientar que as relações interpessoais no ciberespaço
geraram uma sensação de segurança, visto que muitas pessoas deram vazão a seus
instintos e passaram a agir virtualmente de qualquer maneira. Considero tal
atitude o vale-tudo virtual: escrevem e postam o que querem sem se preocupar a
quem estão se dirigindo, com a adequação às situações de uso.
Evidentemente que o tempo da censura passou quando ainda
dispúnhamos apenas de material impresso. Entretanto, ainda há que se considerar
que a liberdade de expressão deve ser permeada pela ética. Com o advento do
mundo virtual, do ciberespaço, fez-se necessário elaborar algumas regras
conhecidas pelo neologismo netiqueta. No inglês temos a palavra netiquette, uma aglutinação das palavras network e etiquette. O termo inglês net significa rede e etiqueta, como sabemos,
é o conjunto de normas para a conduta social adequada. Considero essencial
lermos algumas das regras que caracterizam o bom-senso nas relações
interpessoais no ciberspaço, as quais podemos encontrar no seguinte site:
A
netiqueta e a filosofia: ética no ambiente virtual
segunda-feira, 1 de outubro de 2012
domingo, 30 de setembro de 2012
Entenda o conceito de Web 2.0
Reportagem de Karina Batistelli Fernandes
http://www.youtube.com/watch?v=kh-cNk0caDk&feature=related
Reportagem de Karina Batistelli Fernandes
http://www.youtube.com/watch?v=kh-cNk0caDk&feature=related
De que maneira a Web 2.0 modifica nossa vida?
http://www.youtube.com/watch?v=ak88xX_w8ZE&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=ak88xX_w8ZE&feature=related
O uso de dispositivos móveis na prática pedagógica
Quando as escolas no Brasil começaram gradativamente a ser informatizadas, contando com laboratório de informática, pensava-se que muitos dos problemas do processo de ensino/aprendizagem seriam solucionados por conta da inovação tecnológica. No entanto, muitos profissionais da educação não estavam qualificados para contemplar os seus alunos com aulas no laboratório de informática. Outros entraves conhecidos são a indisponibilidade de horário para todas as turmas e, às vezes, falta de planejamento, falta de computadores para o uso individual dos alunos, sem contar com o rápido sucateamento das máquinas.
Se os laboratórios não foram a solução, a convergência tecnológica trouxe uma nova perspectiva para agregar recursos facilitadores ao processo de ensino/aprendizagem. O que trouxe uma liberdade para experimentar novos recursos, também causou e causa polêmica no âmbito escolar. Tal liberdade foi proporcionada pela mobilidade que alunos e professores passam a desfrutar com o acesso mais fácil a dispositivos móveis com acesso à internet, a redes sociais e a aplicativos específicos para estudos e pesquisas.
Entretanto, novos desafios surgiram porque muitos professores não estavam e ainda não estão preparados para conviver com esses "gadgets" em sala de aula. Simplesmente, como transmissores de conhecimento, não conseguem prender a atenção de seus alunos. Como solução, para lidar com alunos da geração Z que nasceram, para assim dizer, já conectados, devem repensar sua prática pedagógica. Nada mais sensato do que mudarem a postura em sala de aula, passarem a ser facilitadores na aquisição de conhecimentos aliando as novas tecnologias à prática pedagógica. Devemos, portanto, ser professores-tutores!
Atualmente, dispomos de diversos artigos específicos com artigos descrevendo o uso dos dispositivos móveis (celulares, notebooks, tablets) tanto em sala de aula como fora dela. Há diversos exemplos de como usar tais dispositivos e também as redes sociais, a saber: Facebook, Twitter, Google Plus e outros em proveito da educação. Há pouco tempo comecei a testar o Edmodo, que também disponibiliza grupos fechados como o Facebook, porém é uma rede específica para a área educacional. Inclusive permite o cadastro dos pais para acompanhamento das atividades escolares.
As inovações são frequentes, mas requer que busquemos a atualização constante para aproveitarmos os novos recursos em benefício da educação. Se há a convergência tecnológica e midiática, devemos estar inseridos na cultura da convergência e ter em mente que os dispositivos móveis nos proporcionam mobilidade e mais conforto.
Pescador de Ilusões - O Rappa
http://www.youtube.com/watch?v=RmpKOguLmoA&feature=related
Trabalho feito em 2012 pela aluna Joelma Mourão Neves, do Curso de Especialização em Mídias em Manaus, Amazonas, para a Unidade Curricular Convergência de Mídias na Educação.
Foi proposta a criação de um arquivo digital a partir de uma música que fizesse sentido, compondo um cenário que motive a seguir em frente e a aprender com a própria história e com o currículo de vida de cada pessoa.
http://www.youtube.com/watch?v=RmpKOguLmoA&feature=related
Trabalho feito em 2012 pela aluna Joelma Mourão Neves, do Curso de Especialização em Mídias em Manaus, Amazonas, para a Unidade Curricular Convergência de Mídias na Educação.
Foi proposta a criação de um arquivo digital a partir de uma música que fizesse sentido, compondo um cenário que motive a seguir em frente e a aprender com a própria história e com o currículo de vida de cada pessoa.
sexta-feira, 28 de setembro de 2012
A Web 2.0 no Contexto Educacional
A Web 2.0 foi o "divisor de águas" em termos de interatividade, visto que o surgimento de ferramentas interativas fez com que os conteúdos passassem a não estar disponibilizados somente para consulta. Antes do surgimento e popularização da internet, do Yahoo e posteriormente a revolução em termos de pesquisa proporcionada pelo Google, havia os CDs com Enciclopédias e recursos multimídia para as pesquisas escolares e científicas.
Com o incremento da convergência tecnológica, pensava-se em agregar diversos serviços em aparelhos híbridos. Entretanto, a convergência tecnológica proporcionada pela Web 2.0 fez com que tivéssemos a oportunidade de não apenas sermos consumidores de conteúdos, mas participantes ativos também. A colaboração e a interatividade passaram a nortear nossa relação com o mundo virtual. Um bom exemplo de interação e colaboração é a Wikipédia, além dos blogs, redes sociais e também do youtube.
Toda essa tecnologia, se bem aplicada, pode proporcionar uma rica experiência tanto para alunos quanto para professores e contribuir sobremaneira com o processo de ensino/aprendizagem.
Henry Jenkins esclareceu todo esse processo que transcende a convergência tecnológica de dispositivos, ou seja, houve a convergência das mídias para o conteúdo.
Leia:
Convergência da Cultura, por Henry Jenkins
http://epocanegocios.globo.com/Revista/Epocanegocios/download/0,,4242-1,00.pdf
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