domingo, 7 de outubro de 2012



Os Valores Éticos nas Relações Interpessoais no Ciberespaço
Se navegar é preciso, a netiqueta é essencial.

            Quais são os desafios que nós, enquanto docentes, enfrentamos em relação às inovações tecnológicas?
            Comecei a lecionar nos meados da década de 80, quando ainda não tínhamos laboratórios de informática e muito menos dispositivos móveis. Os desafios para que se tornassem alunos articulados, tanto na produção escrita quanto na desenvoltura oral praticamente são os mesmos que enfrentamos hoje em dia. Devido à inserção da tecnologia digital no ambiente escolar e nos lares, muito se questiona sobre sua interferência na produção textual de nossos alunos. Na verdade, bem antes dessa “revolução” digital, percebia que muitos de meus alunos tinham dificuldade ao redigir. Vale lembrar que, com a onda das teorias do Construtivismo, havia orientação para que os professores não usassem caneta vermelha ao corrigir produções textuais dos alunos. Sugeria-se que tal prática, recorrente nos tempos do ensino tradicional, interferia na criatividade dos alunos. No meu caso, tendo sido alfabetizado na época do ensino tradicional, não me sentia intimidado pela cor vermelha das correções. Hoje são poucos os alunos que se dão ao trabalho de passar a limpo os conteúdos para apresentar algo decente aos professores, quando recebem vistos. Não havia computadores para facilitar a edição, todavia eu costumava ter caderno de rascunho.
            Em se tratando de trabalhos de pesquisa, os alunos basicamente e quase sempre entregavam meras cópias de enciclopédias. Certa vez, recebi um trabalho sobre a Inglaterra no qual um dos meus alunos simplesmente copiou tudo, inclusive o relato do autor: “... quando visitei o Palácio de Buckingham.... e ao visitar Liverpool tive a grata satisfação de estar na cidade dos Beatles.” Usou a primeira pessoa como se ele próprio, o aluno, tivesse viajado e passado por tais experiências. Isso evidencia que não se pode culpar apenas a prática do Ctrl +C / Ctrl +V da era digital.
            Na verdade, mesmo quando os trabalhos eram manuscritos ou datilografados, muitos professores aceitavam simples cópias de conteúdos com as devidas referências e às vezes nem isso. Tais fatos evidenciam que a “culpa” dessa prática não deveria ser apenas dos alunos. Se não eram cobrados a interagir com o texto pesquisado por meio de considerações pessoais, era mister que os professores solicitassem que os  trabalhos fossem feitos de maneira adequada. Deveriam, portanto, agir como tutores e dirimir as dúvidas quanto à execução dos trabalhos escolares.
            Uma estratégia para evitar que houvesse cópias abusivas seria requerer que os trabalhos fossem feitos com roteiros de pesquisa. Nesse caso, as perguntas deveriam ser  bem elaboradas, a fim de  “obrigar” os alunos a refletir sobre determinado assunto. Os alunos deveriam assim proceder com o objetivo de elaborar comentários próprios e tecer suas considerações.
            Com a informatização das escolas, passamos as dispor de CDs Multimídia para pesquisas. Não demorou muito para que surgisse a internet. Posteriormente, as pesquisas tornaram-se ainda mais acessíveis com o Google.
            Contrapondo-se à facilidade de acessar os mais variados temas, passamos a conviver com o excesso de informação. A infinidade de textos e vídeos sobre determinado assunto gerou o dilema de que nem todos os artigos são fidedignos e/ou atualizados.
            Com a chegada da Wikipédia, apesar de ser um bom exemplo de Web 2.0 em que a participação e colaboração são evidentes, deve-se ter em conta que muitos de seus artigos devem ser vistos com certa desconfiança e ressalva. Recentemente descobri que há o Google Acadêmico, cujos artigos são selecionados de acordo com a qualidade e, portanto, de melhor qualidade para pesquisas.
            É imperativo que os professores se preocupem com a produção textual de seus alunos. Além de orientar seus alunos quanto ao uso da internet de maneira adequada e também como proceder ao realizar pesquisas, é importante incitá-los a pensar. Faz-se necessário que haja o esclarecimento sobre as limitações dos processadores de texto. Por exemplo, há a disponibilidade de correção ortográfica pelo Word, mas a máquina não substitui o estudante ou pesquisador quanto à estruturação do texto na questão de coerência e coesão.
            Quando pensamos nas questões dos valores humanos inseridos nas atividades didático-pedagógicas, percebemos que os livros didáticos há um bom tempo trazem textos contextualizados cujos temas ressaltam questões éticas e morais, bem como outros valores humanos.
            Alguns dos temas recorrentes nos livros didáticos e em palestras ministradas no ambiente escolar são a respeito das Drogas, das DSTs,do Meio-Ambiente, do Preconceito entre outros. Atualmente destaca-se também  no ambiente escolar o Bullying e a sua inserção no ciberespaço, o Ciberbullying. Esses termos passaram a ser conhecidos por profissionais da Educação e também pelos estudantes. No entanto, sabemos que mesmo antes da inserção tecnológica e digital nas escolas havia agressões tanto físicas quanto verbais. As agressões anônimas eram feitas  por meio de bilhetes, cartas anônimas, pichações de carteiras e paredes com ofensas declaradas a uma determinada pessoa ou grupo.
            Já nos meados da década de 90, muitas das agressões passaram a ser feitas virtualmente pela internet e aumentaram com o surgimento das redes sociais. Vale salientar que as relações interpessoais no ciberespaço geraram uma sensação de segurança, visto que muitas pessoas deram vazão a seus instintos e passaram a agir virtualmente de qualquer maneira. Considero tal atitude o vale-tudo virtual: escrevem e postam o que querem sem se preocupar a quem estão se dirigindo, com a adequação às situações de uso.
            Evidentemente que o tempo da censura passou quando ainda dispúnhamos apenas de material impresso. Entretanto, ainda há que se considerar que a liberdade de expressão deve ser permeada pela ética. Com o advento do mundo virtual, do ciberespaço, fez-se necessário elaborar algumas regras conhecidas pelo neologismo netiqueta. No inglês temos a palavra netiquette,  uma aglutinação das palavras network e etiquette. O termo inglês net significa rede e etiqueta, como sabemos, é o conjunto de normas para a conduta social adequada. Considero essencial lermos algumas das regras que caracterizam o bom-senso nas relações interpessoais no ciberspaço, as quais podemos encontrar no seguinte site:
A netiqueta e a filosofia: ética no ambiente virtual

domingo, 30 de setembro de 2012

Entenda o conceito de Web 2.0
Reportagem de Karina Batistelli Fernandes

http://www.youtube.com/watch?v=kh-cNk0caDk&feature=related
De que maneira a Web 2.0 modifica nossa vida?

http://www.youtube.com/watch?v=ak88xX_w8ZE&feature=related

O uso de dispositivos móveis na prática pedagógica

    

      Quando as escolas no Brasil começaram gradativamente a ser informatizadas, contando com laboratório de informática, pensava-se que muitos dos problemas do processo de ensino/aprendizagem seriam solucionados por conta da inovação tecnológica. No entanto, muitos profissionais da educação não estavam qualificados para contemplar os seus alunos com aulas no laboratório de informática. Outros entraves  conhecidos são a indisponibilidade de horário para todas as turmas e, às vezes, falta de planejamento, falta de computadores para o uso individual dos alunos, sem contar com o rápido sucateamento das máquinas.
      Se os laboratórios não foram a solução, a convergência tecnológica trouxe uma nova perspectiva para agregar recursos facilitadores ao processo de ensino/aprendizagem. O que trouxe uma liberdade para experimentar novos recursos, também causou e causa polêmica no âmbito escolar.  Tal liberdade foi proporcionada pela mobilidade que alunos e professores passam a desfrutar com o acesso mais fácil a dispositivos móveis com acesso à internet, a redes sociais e a aplicativos específicos para estudos e pesquisas.
      Entretanto, novos desafios surgiram porque muitos professores não estavam e ainda não estão preparados para conviver com esses "gadgets" em sala de aula. Simplesmente, como transmissores de conhecimento, não conseguem prender a atenção de seus alunos. Como solução, para lidar com alunos da geração Z que nasceram, para assim dizer, já conectados, devem repensar sua prática pedagógica. Nada mais sensato do que mudarem a  postura em sala de aula, passarem a ser facilitadores na aquisição de conhecimentos aliando as novas tecnologias à prática pedagógica. Devemos, portanto, ser professores-tutores!
      Atualmente, dispomos de diversos artigos específicos com artigos descrevendo o uso dos dispositivos móveis (celulares, notebooks, tablets) tanto em sala de aula como fora dela. Há diversos exemplos de como usar tais dispositivos e também as redes sociais, a saber:  Facebook, Twitter, Google Plus e outros em proveito da educação. Há pouco tempo comecei a testar o Edmodo, que também disponibiliza grupos fechados como o Facebook, porém é uma rede específica para a área educacional. Inclusive permite o cadastro dos pais para acompanhamento das atividades escolares.
      As inovações são frequentes, mas requer que busquemos a atualização constante para aproveitarmos os novos recursos em benefício da educação. Se há a convergência tecnológica e midiática, devemos estar inseridos na cultura da convergência e ter em mente que os dispositivos móveis nos proporcionam mobilidade e mais conforto.
     
Pescador de Ilusões -  O Rappa
http://www.youtube.com/watch?v=RmpKOguLmoA&feature=related

Trabalho feito em 2012 pela aluna Joelma Mourão Neves, do Curso de Especialização em Mídias em Manaus, Amazonas, para a Unidade Curricular Convergência de Mídias na Educação.


Foi proposta a criação de um arquivo digital a partir de uma música que fizesse sentido, compondo um cenário que  motive a seguir em frente e a aprender com a própria história e com o currículo de vida de cada pessoa.